Abafado pela porta fechada,
Minha face presa no espelho,
Reflete sua imagem calada,
Pois de nada adianta falar,
Se não me ouve e não me entende,
De nada adianta gritar,
Se me ignora e me prende,
Sim, sinto-me vazia como um balde sem nada,
Sinto-me sozinha como uma louca desprezada,
Sinto-me dolorida como uma flor arrancada,
Sinto-me triste como uma estranha descriminada,
O mel está amargo em meus lábios,
O céu só se ilumina com seus estúpidos raios,
Minha vida foi poluída por seu sujo rio,
Agora já não sorrio.
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